A companhia de um animal na terceira idade: quando um cão pode mudar uma vida

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Os benefícios de um animal de estimação na terceira idade

No outro dia estive a ler um artigo sobre os benefícios de um idoso ter um animal de estimação na sua vida. Enquanto lia, pensei imediatamente em algo que vejo acontecer mesmo ao meu lado.

Há uma fase da vida em que a casa muda. Os filhos já têm a sua própria família, os netos aparecem quando podem e, de repente, os dias tornam-se mais silenciosos. O relógio parece andar mais devagar e há rotinas que deixam de existir.

É precisamente aqui que um animal pode fazer uma enorme diferença.

Ter um animal de estimação nesta fase da vida ajuda a reduzir a solidão e a criar um propósito diário.

 Há sempre algo para fazer: encher a taça da comida, preparar um pequeno passeio, escovar o pêlo ou simplesmente sentar-se no sofá com um companheiro tranquilo ao lado.

Além disso, vários estudos mostram que a presença de um animal pode trazer benefícios importantes:

• ajuda a reduzir a sensação de solidão,
• estimula a memória e a cognição,
• incentiva alguma atividade física,
• pode contribuir para diminuir a pressão arterial e o risco cardiovascular,
• aumenta a interação social no dia a dia.

Mas para além de todos os benefícios que se podem explicar, existe algo que só se percebe quando se vive: a companhia silenciosa de um animal pode encher uma casa inteira.

A companhia que enche uma casa

Quem tem um animal sabe que eles fazem parte das pequenas rotinas do dia a dia.

O som das patinhas no chão.
O lugar que ocupam sempre no sofá.
A forma como nos recebem quando abrimos a porta.

São presenças que parecem pequenas, mas que dão vida à casa.

E foi precisamente isso que aconteceu com o meu cão.

A história real do Stinky

Quando vim morar para esta casa, o meu cão, o Stinky, tinha cerca de um ano e meio.

Como eu trabalhava fora, ele começou a ficar com a minha vizinha quando eu saía. Ela tinha mais tempo disponível para lhe fazer companhia… e devo dizer que rapidamente o conquistou.

Muito provavelmente pelo estômago.

Entre pedacinhos de bolacha, mimos e longas conversas na cozinha, ele começou a sentir-se cada vez mais confortável ali.

Chegou uma altura em que parecia dividido. Ele adora-me, disso tenho a certeza, mas comecei a perceber que também sentia que a minha vizinha precisava da sua companhia.

Aos poucos começou a passar mais tempo com ela.

No início fez-me alguma diferença. Quem tem um animal sabe que eles enchem uma casa com a sua presença, a minha filha, que na altura era pequena, chorava e ia buscá-lo, porque para ela o lugar dele era aqui em casa.

Com o tempo percebemos uma coisa importante: o amor não se divide, multiplica-se.

Dois lares e o dobro do amor

Hoje o Stinky tem dois lares.

Vai e vem conforme lhe apetece e tornou-se parte da rotina das duas casas.

Na casa da minha vizinha tem o papel da “avozinha”: as vontadinhas todas, a barriga cheia de coisas boas e muitos mimos.

Aqui em casa calha-me o papel de mãe: as regras, os ralhetes, os medicamentos, as idas à tosquia, ao veterinário e o banho que ele tanto detesta.

Mas a verdade é que a presença dele mudou completamente a vida da minha vizinha.

Deu-lhe companhia, rotina e momentos de alegria nos dias mais silenciosos.

Se há animais que infelizmente não têm um lar, o Stinky é um privilegiado.

Tem dois.

Os animais marcam profundamente as nossas vidas. Talvez por isso faça tanto sentido eternizar essas presenças que enchem uma casa inteira.


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